sexta-feira, 31 de julho de 2015

Pedestres precisam pagar 'pedágio' ao passar por praças

30/07/2015 - Diário do Nordeste

A efervescência do Centro de Fortaleza durante o dia não consegue mais esconder o que antes passava despercebido: a ocupação irregular das 33 praças do bairro por moradores de rua, usuários de drogas e prostitutas. A situação, afirmam comerciantes e quem trabalha ou faz compras, não é de hoje e só tem piorado, potencializando o estado de abandono, sujeira, degradação e insegurança. Na Praça José de Alencar, por exemplo, quem precisa passar por ali à noite tem que pagar "pedágio" de R$1,00 ou R$ 2,00. "É isso ou ser agredido fisicamente e ficar marcado", denuncia o vendedor autônomo Francisco Assis.

Redes amarradas nas árvores, colchões, roupas e até um fogão improvisado com tijolo e lenha são expostos durante o dia. Pessoas fumam um "baseado", enquanto questionam a reportagem sobre o que está fazendo ali. Garotas vendem o corpo debaixo das sombras, no mesmo espaço em que crianças e cachorros ainda dormem. "Durante o dia, ainda passo por aqui, mas à noite, somente quem tem coragem muita", diz a dona de casa Ivonete Lima.

A situação em outras praças do Centro é semelhante. A Praça do Ferreira é abrigo para pelo menos 100 pessoas. "Aqui, quem manda são eles, e se você quiser ser roubado ou agredido, tente passar pelo espaço depois das 19h. Para se livrar, das duas, uma: ou paga pedágio ou chega com seguranças privados", ironiza um dos donos de bancas de revistas que pediu para não ser identificado.

Outro proprietário de banca, demonstrando firmeza, Francisco Paixão, diz que o grupo cansou de pedir ajuda à Prefeitura para "salvar" um dos ícones turísticos da Capital. "Por conta deles, a fonte foi desligada, pois estavam tomando banho e lavando roupa", aponta. A presença de moradores de rua é constante também nas praças da Estação, Sagrado Coração de Jesus e Parque das Crianças.

Policiamento

A Polícia Militar esclarece que a área do Centro é assistida por policiamento motorizado em toda sua extensão. Em resposta à maior demanda, o entorno da Igreja do Patrocínio conta com policiamento a pé 24 horas.

Já a Secretaria Municipal de Segurança Cidadã (Sesec) informa que atua no Centro com equipes da Inspetoria de Ciclopatrulhamento da Guarda Municipal. Há servidores com bicicletas que fazem a ronda nas principais praças chegando até o Jardim Japonês, na Beira-Mar.

A Guarda Municipal também dispõe do setor de Videomonitoramento para vigiar praças e ruas do Centro. Esse serviço é prestado, através de 24 câmeras instaladas em pontos do bairro, com uma central de captação de imagem na sede órgão.

Com a chegada do novo efetivo, a Sesec criou a Inspetoria de Proteção Urbana (Iprotur). Esse novo grupamento, composto de cerca de 180 servidores, tem o objetivo de prestar um serviço direto de segurança, em parceria com a Polícia Militar. No Centro de Fortaleza, o trabalho, segundo a Secretaria, será realizado com equipes fixas nas praças e com viaturas que farão rondas ostensivas.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Piloto usa ‘mochila a jato’ para voar na China

14/07/2015 - G1



Voo durou 27 s; equipamento pode atingir 124 km/h a 800 m do chão.

Outra empresa planeja vender 'mochila a jato' por US$ 150 mil em 2016.


Do G1, São Paulo

Piloto Nick Macomber voa com 'mochila a jato' Jetpack em Pequim, na China

O piloto Nick Macomber realizou na China o primeiro voo no país com a "mochila a jato" Jetpack neste sábado (11).

Durante a apresentação da empresa JetPack International em Pequim, Macomber permaneceu no ar por 27 segundos, a uma altura de 10 andares, segundo o site "China Daily".

A "mochila a jato" é capaz de atingir uma velocidade de 124 km/h e viajar a 800 metros do solo. Até hoje, os testes realizados, a duração máxima do voo máximo do dispositivo foi de 33 segundos.

O fundador da JetPack, Troy Widgery, disse ao "China Daily" que a companhia trabalha em uma máquina dessas movida a turbina. Com isso, a próxima geração do equipamento será capaz de voar durante 30 minutos.

Com essas melhorias, talvez a mochila assuma as características do aparelho desenvolvido pela empresa Martin Aircraft, da Nova Zelândia. A companhia afirma que o Martin Jetpack é o primeiro do mundo a ser "realmente prático".

E até já marcou para a segunda metade de 2016 o início das vendas. A mochila a jato com turbinas custará cerca de US$ 150 mil e terá capacidade de voar a 74 km/h, por até 30 minutos e de carregar 120 kg. A Martin quer vender o aparelho para que seja usado em emergências civis e naturais, como grandes desastres, investidas policiais ou buscas de pessoas em lugares remotos.

A diferença entre as duas mochilas é o combustível. Enquanto o Jetpack é movido a peróxido de hidrogênio, o Marton Jetpack funciona com gasolina.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Para caminhar no Rio sem medo de se perder e de ser feliz

05/05/2015 - O Globo

Quanto tempo é necessário para se chegar a pé da orla de Copacabana, na altura da Rua Djama Ulrich, até o bairro de Ipanema? Cerca de 35 minutos. E do calçadão do Leme à Praça do Lido, no bairro vizinho? Uns 12 minutos. Se resolver estender a caminhada até a estação de metrô Siqueira Campos, basta andar mais oito. Essas são algumas das indicações bilíngues presentes em totens que foram instalados na cidade desde fevereiro, mas que vão estar em vários pontos da cidade a partir desta semana. Chamado de wayfinding (encontre seu caminho, em tradução livre), este sistema de sinalização permite ao pedestre se localizar, além de indicar onde ele pode chegar se caminhar por alguns minutos.

Elaborado pela Riotur, que instalou 17 totens nos bairros de Copacabana, Leme e Ipanema, o sistema estava em teste, mas a previsão é que agora sejam implantados 500 painéis em outros bairros. A iniciativa vai custar R$ 13,7 milhões, que serão financiados pelo Ministério do Turismo e a Caixa Econômica Federal.

— Começamos com foco nos três bairros para saber se o projeto teria aceitação. De acordo com pesquisas internas, tanto o carioca quanto o turista gostaram da sinalização. O período de testes terminou e agora vai começar a segunda fase — diz o secretário Municipal de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello.

Na segunda etapa, está prevista a implantação de 50 totens em bairros como Maracanã, Centro e Barra da Tijuca. Ainda segundo Figueira de Mello, pontos turísticos da cidade terão grande destaque nos painéis.

— Todos os locais de maior visitação da cidade serão incluídos no programa. O mapa é intuitivo. A pessoa olha para a ilustração e rapidamente localiza o que poderá encontrar numa caminhada. A proposta não é transformar o turista em um peregrino, mas mostrar o que está perto, indicar como ele pode aproveitar melhor a região que está visitando — acrescenta o secretário.

Nem todos os pontos de informação vão dispor de mapas. Em locais onde houver a indicação do tempo de caminhada e a direção que o pedestre deverá seguir para chegar ao local desejado, bastará o turista caminhar mais um pouco para encontrar um totem com mapa. Segundo o secretário, será feita uma distribuição coerente da sinalização, para deixar o visitante ou morador da cidade bem informado.

O sistema já existe em cidades como Londres, Nova York, Vancouver, Cleveland e Brighton. Para o presidente da Rio Convention & Visitors Bureau, Alfredo Lopes, a implantação da sinalização ocorre em boa hora, já que a cidade está a pouco mais de um ano das Olimpíadas, evento que trará turistas que vão circular por todo o Rio.

— Já deveríamos ter este sistema. Mas, se pensarmos que os Jogos Olímpicos de 2016 trarão mais viajantes para a cidade, a sinalização chegará em boa hora. O passivo (da falta de informação) é imenso — diz Alfredo. — Às vezes, converso com gerentes de hotéis que me dizem que os turistas ficam completamente perdidos se não tiverem um mapa. A cidade precisa dar informação suficiente ao morador ou a quem visita o Rio para que ele saiba onde está e onde deseja ir.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Ponte para pedestres e ciclistas é premiada como melhor projeto urbano

25/03/2015 - JeffreyGroup

Ponte Bayer, na zona sul de SP, atende a 15 mil pessoas e ajuda a reduzir em 300 ton/ano o CO2 no ar paulistano. Prêmio foi concedido pela associação dos críticos de arte

Ponte em São Paulo exclusiva para pedestres e ciclistas
Ponte em São Paulo exclusiva para pedestres e cicl
créditos: Reprodução
 
Inspirada na forma de uma vitória-régia, a ponte móvel Friedrich Bayer, projetada pelo escritório Loeb Capote Arquitetura e Urbanismo, foi premiada no 59º prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), na categoria "Projeto Urbano". 
 
Inaugurada em 2013, a ponte liga o bairro do Socorro à estação Santo Amaro da CPTM e do Metrô e está localizada na na zona sul, na confluência do rio Pinheiros com o canal Guarapiranga. A ponte ajuda a reduzir a emissão de CO2 na atmosfera paulistana em 300 toneladas por ano.
 
A Ponte Bayer, exclusiva para pedestres e ciclistas, foi inaugurada em dezembro de 2013 em benefício de 15 mil moradores da região, além de colaboradores da empresa: "Era um desejo do nosso público interno e uma necessidade para o bairro. A ponte é bonita e ainda causa um positivo impacto ambiental ao criar meios para que as pessoas deixem seus carros em casa, contribuindo para a mobilidade urbana", afirma o presidente do Grupo Bayer no Brasil, Theo van der Loo. A empresa investiu R$ 5 milhões no projeto.
 
Coberta com vegetação, a ponte é apoiada sobre tubulões de concreto. Para manter a navegabilidade do canal, o vão central é móvel: rotacionam-se as metades dessa estrutura linear central por meio de motores elétricos.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Rio conclui projeto de acessibilidade para 2016

23/3/2015 14:20:00 - Panrotas

Diego Verticchio
        
A Secretaria municipal de Turismo acaba de concluir um planejamento de acessibilidade para pontos turísticos da cidade. Responsável pelo planejamento, a empresa Caminhe Arquitetura e Acessibilidade elaborou projetos para obras que irão adaptar o acesso ao Corcovado, Jardim Botânico, Vista Chinesa, Mesa do Imperador, Cinelândia, praia de Copacabana e dois pontos da praia da Barra, além de rotas entre a Candelária e a Praça XV e o Pão de Açúcar e o shopping Rio Sul.

O plano prevê o nivelamento de vias e calçadas, bem como a instalação de rampas e piso podotátil, dos tipos de alerta e direcional, facilitando, assim, o acesso de cadeirantes e deficientes visuais às atrações da cidade. Vagas de estacionamento e pontos de ônibus próximos a essas atrações também serão adequados às normas de acessibilidade.

O projeto foi concluído no início deste ano e aprovado pela Caixa Econômica Federal. O investimento total no projeto foi de R$ 352.325,74. O plano foi encaminhado para a Secretaria de Conservação, que pretende executá-lo antes dos Jogos de 2016. São aguardados em agosto do ano que vem na cidade 4.350 atletas paralímpicos, oriundos de 176 países.

Novas calçadas são padronizadas em Arroio do Meio (RS)

23/03/2015 - O Alto Taquari - RS


Arroio do Meio– Aprovado em dezembro de 2014, por meio da Lei 3.334/2014, o Programa Calçada para Todos prevê a padronização dos passeios públicos do município, sob responsabilidade dos proprietários, em conformidade com o Plano Diretor. Os objetivos são a valorização, recuperação e constante manutenção dos passeios públicos, promovendo a qualidade da paisagem urbana, mobilidade e acessibilidade. A fiscalização está sendo realizada desde o início do ano.

De acordo com o programa, cabe ao município a cobrança do projeto de passeio, ação educativa, apresentação dos critérios técnicos, execução e manutenção de passeios em áreas do município. A obrigação dos proprietários é executar e manter o passeio, de acordo com critérios técnicos estabelecidos. A lei prevê ainda o regramento de fiscalização, expedição da carta de habite-se condicionada à execução do passeio, notificação e multa pela não execução/manutenção e obstrução da calçada.

Segundo o secretário de Planejamento, Henrique Meneghini, a lei anterior estava defasada e em desconformidade com o regramento atual regente em outros municípios. "Nosso principal objetivo é buscar a padronização e a maior acessibilidade, viabilizando o passeio de maneira segura para todos os cidadãos".

Saiba mais: As calçadas devem ser feitas de lajota de concreto, basalto ou bloco de concreto em tom cinza. Os proprietários que não cumprirem o regramento serão notificados e terão 365 dias para se adequar. A lei completa pode ser acessada no site, na seção editais e publicações.

domingo, 22 de março de 2015

Para driblar trânsito, corrida vira meio de transporte em grandes cidades

21/03/2015 -  IG Último Segundo

Leia entrevista com Sílvia Stuchi

Muito tem se falado sobre mobilidade urbana nos últimos anos. Cidades como a capital paulista têm investido pesado na execução de obras de ciclovias e ciclofaixas, que incluem nas opções de locomoção pela metrópole as bicicletas lado a lado no trânsito caótico com transporte público e veículos particulares. Mas um grupo de cerca de 150 pessoas espalhadas pelo Brasil têm inovado na forma de ir e voltar ao trabalho e aos estudos. E por meio da corrida.

É o propósito do Corrida Amiga, projeto que desde maio do ano passado incentiva pessoas a se locomoverem pela cidade por meio de dicas de trajeto, de como se vestir e de como se comportar entre buracos, ladeiras e pedestres. "Eu uso bike às vezes, mas procuro priorizar sempre a corrida. Hoje, por exemplo, voltei da USP Leste, desci na Sé e depois fui até Pinheiros correndo. Presto consultoria na Vila Mariana, vou correndo. Faço em média de 8 a 10 km de trajeto assim, ora no caminho de ida ora no de volta", conta Silvia Stuchi Cruz, 30 anos, gestora ambiental e criadora do projeto. "Já faço uso deste meio de transporte desde 2012 e tem sido uma maravilha."

A inspiração de Silvia veio do tempo em que viveu nas cidades de Lille, na França, e Helsinque, na Finlândia. Em ambas a jovem notou que, diferente da realidade no Brasil, as pessoas utilizavam a corrida para se locomover pela cidade e não apenas como prática de exercício. Logo, ela estava fazendo o mesmo. E, ao retornar a São Paulo, ficou com vontade de incentivar outros a se juntarem à novidade. Hoje, o projeto já se espalhou e conta com participantes em municípios dos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

"Não é fácil correr pela cidade, tem de ser alguém acostumado a isso. Mas o que me faz ultrapassar as barreiras impostas pelo caos das ruas é a otimização do tempo", conta Silvia. "Já fiquei 1h20 para ir de Pinheiros, onde moro, ao Butantã. Correndo, por outro lado, levo sempre 40 minutos. É um tempo precioso que, nos dias atuais, não dá para desperdiçar. E que acaba sendo usado para fazer algo saudável e adiantar aquilo que eu talvez fosse fazer depois, já no meu horário de descanso."

Corredor amador desde 2011, o professor de biologia Paulo Adriano de Oliveira, 40 anos, aderiu à prática recentemente, em meados do ano passado. Cansado do trânsito caótico e dos veículos dos quais precisava desviar quando se locomovia de moto ao trabalho, ele não se incomodou em aumentar três vezes seu tempo de volta para casa. Pelo contrário, descobriu um prazer que o leva a iniciar os momentos de descanso sempre com uma sensação de leveza e tranquilidade.

"Apesar das calçadas horríveis, adoro fazer o trajeto correndo. Sinto-me seguro, me respeitam, diferente das vezes que tentei ir de bike. E você vai cumprimentando as pessoas, faz amizades com outros corredores. É muito legal", conta Oliveira, que aproveita os trajetos para treinar para as competições das quais participa quase todos os fins de semana. "Nunca tinha pensado em substituir o carro pelos pés. E vou com segurança... A Silvia me deu os toques de como me vestir, usando coletes chamativos durante a noite, como me comportar ao travessar as ruas. Também planejo: se amanhã eu quiser ir correndo ao trabalho, por exemplo, hoje já deixo roupas por ali para me trocar ao chegar."

Netbook na mochila

Criado em parceria com Renato Mello, idealizador do site sobre corrida "Papo de Esteira", o Corrida Amiga é fundamentalmente voltado para pessoas acostumadas a correr. Para isso, elas devem se inscrever no site do projeto como voluntários, para ajudar interessados, ou como "alunos", para serem instruídos. Além de instruções de como se vestir e fazer o trajeto, os "corredores amigos" explicam como fazer a mochila com as roupas necessárias e encaixá-la nas costas, como se comportar em vias lotadas e, claro, como pisar no asfalto irregular de grandes cidades. Quando não há alguém para passar as instruções em alguma cidade ou trajeto específico, as dicas muitas vezes são dadas por telefone ou email.

"Usar fones de ouvido, por exemplo, é um problema, porque se perde a atenção. Tem também o problema de tomar banho, que acaba impedindo muita gente de ir ao trabalho correndo por causa do suor excessivo, até porque nem todas as empresas têm chuveiros para funcionários. A solução, para alguns, pode ser a de se lavar na torneira, ou mesmo usar apenas o exercício somente para o caminho de volta para casa", explica Mello. Ele usa a corrida como deslocamento pela cidade há quase quatro anos.

"Não tenho mais carro. Minha esposa me traz ao trabalho e volto correndo. Não que eu seja um reacionário, eu o uso veículo aos fins de semana, quando preciso. Mas no dia a dia, chovendo ou fazendo frio, não troco a corrida por nada. Não importa o que acontecer, em 40 minutos estou em casa."

Foi o que incentivou Raquel Couto, 29 anos, a colocar a prática em sua rotina. Todos os dias ela levava cerca de 1h30 para ir da Vila Madalena, onde mora, ao serviço como coordenadora de Segurança do Trabalho, na Vila Olímpia. Além do tempo, havia o estresse das baldeações, dos vagões lotados e da demora de trens da CPTM e do metrô. Corredora de pequenas provas de 5 km cerca de quatro vezes por ano, ela hoje leva apenas 50 minutos para cumprir os 6,8 quilômetros de trajeto ao trabalho a pé.

"A primeira vez que caminhei ao trabalho foi no dia em que houve uma paralisação de ônibus e trens e não se conseguia pegar um táxi, pois estavam todos cheios. Achei bastante agradável ir caminhando e, surpreendentemente, mesmo sem correr (já que neste dia eu não tinha a mochila apropriada), cheguei em 1h20. A partir daí, combinei a corrida amiga com a Silvia", conta Raquel. "É bastante simples e, após a terceira corrida, eu já havia sido indicada como instrutora para guiar uma corredora amiga que estava iniciando. Passamos a correr juntas semanalmente e acabamos nos tornando amigas."

Mesmo voltado para pessoas acostumadas a correr, aqueles mais sedentários também podem aderir ao "meio de transporte". Na falta de fôlego e preparo físico, Silvia dá o conselho de iniciar a prática com caminhadas para depois evoluir para a corrida. "A pessoa tem de ir aos poucos, precisa se acostumar", ela diz. "Se colocar o exercício na rotina, com o equipamento certo, em pouco tempo a pessoa estará dando seus trotes por aí. Corro para fazer tudo e até netbook na mochila eu levo. Então é bastante possível."