segunda-feira, 28 de março de 2016

Semáforos-relâmpago de SP só dão 5 segundos para travessia de pedestre


27/03/2016 - Folha de SP

ARTUR RODRIGUES

Esquina da avenida São João com a Duque de Caxias. A dona de casa Maria Lúcia dos Santos, 59, mal pisa na faixa de pedestres e o sinal não está mais verde para ela.

"É muito pouco tempo para atravessar", afirma Maria Lúcia, esperando no canteiro central o semáforo abrir de novo. "Não atravesso no vermelho piscante porque tenho medo. Outro dia um rapaz foi atropelado aqui perto."

Os semáforos-relâmpago da capital são alvo comum de reclamação entre pedestres entrevistados pela Folha. Em muitos locais, o tempo é de cinco segundos.

É o que ocorre em frente à Prefeitura de São Paulo, no cruzamento da Líbero Badaró com o viaduto do Chá. Apesar do grande fluxo de pedestres, o tempo total de travessia é de apenas 15 segundos —10 deles em vermelho piscante. Por esse sistema, o verde significa que o pedestre pode iniciar a travessia e o vermelho piscante indica o tempo que tem para terminá-la.

A reportagem percorreu as ruas da região central e verificou que muitos semáforos têm tempo de travessia similar. Entidades de pedestres consideram 15 segundos pouco, principalmente levando-se em consideração a necessidade de idosos e pessoas com dificuldade de locomoção.

Mesmo em locais onde o tempo de travessia é maior, os pedestres têm problemas com vermelho piscante.

No cruzamento em xis das avenidas Ipiranga e São João, o tempo de travessia é de 38 segundos, mais do que o suficiente. Mas são só 7 segundos de verde e 31 de vermelho piscante. Sem saber quanto tempo terão para atravessar, os pedestres saem correndo. Outros ficam confusos e aguardam o verde de novo.

"Quando a CET [Companhia de Engenharia de Tráfego] coloca um semáforo para veículos, calcula o fluxo no local. No caso dos pedestres, só calcula o tempo que a primeira pessoa leva para atravessar a rua, sem considerar se passa muita gente por ali", diz Joana Canedo, 44, da Cidade a Pé (Associação pela Mobilidade a Pé de SP).

A CET afirma que segue novos preceitos de manual do Conselho Nacional de Trânsito. "São previstos menores tempos de verde para os pedestres acrescidos de um tempo de vermelho piscante suficiente para a conclusão da mesma. Ao final, mais um segundo (ou mais) de segurança", afirma em nota.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Pedestres precisam pagar 'pedágio' ao passar por praças

30/07/2015 - Diário do Nordeste

A efervescência do Centro de Fortaleza durante o dia não consegue mais esconder o que antes passava despercebido: a ocupação irregular das 33 praças do bairro por moradores de rua, usuários de drogas e prostitutas. A situação, afirmam comerciantes e quem trabalha ou faz compras, não é de hoje e só tem piorado, potencializando o estado de abandono, sujeira, degradação e insegurança. Na Praça José de Alencar, por exemplo, quem precisa passar por ali à noite tem que pagar "pedágio" de R$1,00 ou R$ 2,00. "É isso ou ser agredido fisicamente e ficar marcado", denuncia o vendedor autônomo Francisco Assis.

Redes amarradas nas árvores, colchões, roupas e até um fogão improvisado com tijolo e lenha são expostos durante o dia. Pessoas fumam um "baseado", enquanto questionam a reportagem sobre o que está fazendo ali. Garotas vendem o corpo debaixo das sombras, no mesmo espaço em que crianças e cachorros ainda dormem. "Durante o dia, ainda passo por aqui, mas à noite, somente quem tem coragem muita", diz a dona de casa Ivonete Lima.

A situação em outras praças do Centro é semelhante. A Praça do Ferreira é abrigo para pelo menos 100 pessoas. "Aqui, quem manda são eles, e se você quiser ser roubado ou agredido, tente passar pelo espaço depois das 19h. Para se livrar, das duas, uma: ou paga pedágio ou chega com seguranças privados", ironiza um dos donos de bancas de revistas que pediu para não ser identificado.

Outro proprietário de banca, demonstrando firmeza, Francisco Paixão, diz que o grupo cansou de pedir ajuda à Prefeitura para "salvar" um dos ícones turísticos da Capital. "Por conta deles, a fonte foi desligada, pois estavam tomando banho e lavando roupa", aponta. A presença de moradores de rua é constante também nas praças da Estação, Sagrado Coração de Jesus e Parque das Crianças.

Policiamento

A Polícia Militar esclarece que a área do Centro é assistida por policiamento motorizado em toda sua extensão. Em resposta à maior demanda, o entorno da Igreja do Patrocínio conta com policiamento a pé 24 horas.

Já a Secretaria Municipal de Segurança Cidadã (Sesec) informa que atua no Centro com equipes da Inspetoria de Ciclopatrulhamento da Guarda Municipal. Há servidores com bicicletas que fazem a ronda nas principais praças chegando até o Jardim Japonês, na Beira-Mar.

A Guarda Municipal também dispõe do setor de Videomonitoramento para vigiar praças e ruas do Centro. Esse serviço é prestado, através de 24 câmeras instaladas em pontos do bairro, com uma central de captação de imagem na sede órgão.

Com a chegada do novo efetivo, a Sesec criou a Inspetoria de Proteção Urbana (Iprotur). Esse novo grupamento, composto de cerca de 180 servidores, tem o objetivo de prestar um serviço direto de segurança, em parceria com a Polícia Militar. No Centro de Fortaleza, o trabalho, segundo a Secretaria, será realizado com equipes fixas nas praças e com viaturas que farão rondas ostensivas.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Piloto usa ‘mochila a jato’ para voar na China

14/07/2015 - G1



Voo durou 27 s; equipamento pode atingir 124 km/h a 800 m do chão.

Outra empresa planeja vender 'mochila a jato' por US$ 150 mil em 2016.


Do G1, São Paulo

Piloto Nick Macomber voa com 'mochila a jato' Jetpack em Pequim, na China

O piloto Nick Macomber realizou na China o primeiro voo no país com a "mochila a jato" Jetpack neste sábado (11).

Durante a apresentação da empresa JetPack International em Pequim, Macomber permaneceu no ar por 27 segundos, a uma altura de 10 andares, segundo o site "China Daily".

A "mochila a jato" é capaz de atingir uma velocidade de 124 km/h e viajar a 800 metros do solo. Até hoje, os testes realizados, a duração máxima do voo máximo do dispositivo foi de 33 segundos.

O fundador da JetPack, Troy Widgery, disse ao "China Daily" que a companhia trabalha em uma máquina dessas movida a turbina. Com isso, a próxima geração do equipamento será capaz de voar durante 30 minutos.

Com essas melhorias, talvez a mochila assuma as características do aparelho desenvolvido pela empresa Martin Aircraft, da Nova Zelândia. A companhia afirma que o Martin Jetpack é o primeiro do mundo a ser "realmente prático".

E até já marcou para a segunda metade de 2016 o início das vendas. A mochila a jato com turbinas custará cerca de US$ 150 mil e terá capacidade de voar a 74 km/h, por até 30 minutos e de carregar 120 kg. A Martin quer vender o aparelho para que seja usado em emergências civis e naturais, como grandes desastres, investidas policiais ou buscas de pessoas em lugares remotos.

A diferença entre as duas mochilas é o combustível. Enquanto o Jetpack é movido a peróxido de hidrogênio, o Marton Jetpack funciona com gasolina.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Para caminhar no Rio sem medo de se perder e de ser feliz

05/05/2015 - O Globo

Quanto tempo é necessário para se chegar a pé da orla de Copacabana, na altura da Rua Djama Ulrich, até o bairro de Ipanema? Cerca de 35 minutos. E do calçadão do Leme à Praça do Lido, no bairro vizinho? Uns 12 minutos. Se resolver estender a caminhada até a estação de metrô Siqueira Campos, basta andar mais oito. Essas são algumas das indicações bilíngues presentes em totens que foram instalados na cidade desde fevereiro, mas que vão estar em vários pontos da cidade a partir desta semana. Chamado de wayfinding (encontre seu caminho, em tradução livre), este sistema de sinalização permite ao pedestre se localizar, além de indicar onde ele pode chegar se caminhar por alguns minutos.

Elaborado pela Riotur, que instalou 17 totens nos bairros de Copacabana, Leme e Ipanema, o sistema estava em teste, mas a previsão é que agora sejam implantados 500 painéis em outros bairros. A iniciativa vai custar R$ 13,7 milhões, que serão financiados pelo Ministério do Turismo e a Caixa Econômica Federal.

— Começamos com foco nos três bairros para saber se o projeto teria aceitação. De acordo com pesquisas internas, tanto o carioca quanto o turista gostaram da sinalização. O período de testes terminou e agora vai começar a segunda fase — diz o secretário Municipal de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello.

Na segunda etapa, está prevista a implantação de 50 totens em bairros como Maracanã, Centro e Barra da Tijuca. Ainda segundo Figueira de Mello, pontos turísticos da cidade terão grande destaque nos painéis.

— Todos os locais de maior visitação da cidade serão incluídos no programa. O mapa é intuitivo. A pessoa olha para a ilustração e rapidamente localiza o que poderá encontrar numa caminhada. A proposta não é transformar o turista em um peregrino, mas mostrar o que está perto, indicar como ele pode aproveitar melhor a região que está visitando — acrescenta o secretário.

Nem todos os pontos de informação vão dispor de mapas. Em locais onde houver a indicação do tempo de caminhada e a direção que o pedestre deverá seguir para chegar ao local desejado, bastará o turista caminhar mais um pouco para encontrar um totem com mapa. Segundo o secretário, será feita uma distribuição coerente da sinalização, para deixar o visitante ou morador da cidade bem informado.

O sistema já existe em cidades como Londres, Nova York, Vancouver, Cleveland e Brighton. Para o presidente da Rio Convention & Visitors Bureau, Alfredo Lopes, a implantação da sinalização ocorre em boa hora, já que a cidade está a pouco mais de um ano das Olimpíadas, evento que trará turistas que vão circular por todo o Rio.

— Já deveríamos ter este sistema. Mas, se pensarmos que os Jogos Olímpicos de 2016 trarão mais viajantes para a cidade, a sinalização chegará em boa hora. O passivo (da falta de informação) é imenso — diz Alfredo. — Às vezes, converso com gerentes de hotéis que me dizem que os turistas ficam completamente perdidos se não tiverem um mapa. A cidade precisa dar informação suficiente ao morador ou a quem visita o Rio para que ele saiba onde está e onde deseja ir.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Ponte para pedestres e ciclistas é premiada como melhor projeto urbano

25/03/2015 - JeffreyGroup

Ponte Bayer, na zona sul de SP, atende a 15 mil pessoas e ajuda a reduzir em 300 ton/ano o CO2 no ar paulistano. Prêmio foi concedido pela associação dos críticos de arte

Ponte em São Paulo exclusiva para pedestres e ciclistas
Ponte em São Paulo exclusiva para pedestres e cicl
créditos: Reprodução
 
Inspirada na forma de uma vitória-régia, a ponte móvel Friedrich Bayer, projetada pelo escritório Loeb Capote Arquitetura e Urbanismo, foi premiada no 59º prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), na categoria "Projeto Urbano". 
 
Inaugurada em 2013, a ponte liga o bairro do Socorro à estação Santo Amaro da CPTM e do Metrô e está localizada na na zona sul, na confluência do rio Pinheiros com o canal Guarapiranga. A ponte ajuda a reduzir a emissão de CO2 na atmosfera paulistana em 300 toneladas por ano.
 
A Ponte Bayer, exclusiva para pedestres e ciclistas, foi inaugurada em dezembro de 2013 em benefício de 15 mil moradores da região, além de colaboradores da empresa: "Era um desejo do nosso público interno e uma necessidade para o bairro. A ponte é bonita e ainda causa um positivo impacto ambiental ao criar meios para que as pessoas deixem seus carros em casa, contribuindo para a mobilidade urbana", afirma o presidente do Grupo Bayer no Brasil, Theo van der Loo. A empresa investiu R$ 5 milhões no projeto.
 
Coberta com vegetação, a ponte é apoiada sobre tubulões de concreto. Para manter a navegabilidade do canal, o vão central é móvel: rotacionam-se as metades dessa estrutura linear central por meio de motores elétricos.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Rio conclui projeto de acessibilidade para 2016

23/3/2015 14:20:00 - Panrotas

Diego Verticchio
        
A Secretaria municipal de Turismo acaba de concluir um planejamento de acessibilidade para pontos turísticos da cidade. Responsável pelo planejamento, a empresa Caminhe Arquitetura e Acessibilidade elaborou projetos para obras que irão adaptar o acesso ao Corcovado, Jardim Botânico, Vista Chinesa, Mesa do Imperador, Cinelândia, praia de Copacabana e dois pontos da praia da Barra, além de rotas entre a Candelária e a Praça XV e o Pão de Açúcar e o shopping Rio Sul.

O plano prevê o nivelamento de vias e calçadas, bem como a instalação de rampas e piso podotátil, dos tipos de alerta e direcional, facilitando, assim, o acesso de cadeirantes e deficientes visuais às atrações da cidade. Vagas de estacionamento e pontos de ônibus próximos a essas atrações também serão adequados às normas de acessibilidade.

O projeto foi concluído no início deste ano e aprovado pela Caixa Econômica Federal. O investimento total no projeto foi de R$ 352.325,74. O plano foi encaminhado para a Secretaria de Conservação, que pretende executá-lo antes dos Jogos de 2016. São aguardados em agosto do ano que vem na cidade 4.350 atletas paralímpicos, oriundos de 176 países.

Novas calçadas são padronizadas em Arroio do Meio (RS)

23/03/2015 - O Alto Taquari - RS


Arroio do Meio– Aprovado em dezembro de 2014, por meio da Lei 3.334/2014, o Programa Calçada para Todos prevê a padronização dos passeios públicos do município, sob responsabilidade dos proprietários, em conformidade com o Plano Diretor. Os objetivos são a valorização, recuperação e constante manutenção dos passeios públicos, promovendo a qualidade da paisagem urbana, mobilidade e acessibilidade. A fiscalização está sendo realizada desde o início do ano.

De acordo com o programa, cabe ao município a cobrança do projeto de passeio, ação educativa, apresentação dos critérios técnicos, execução e manutenção de passeios em áreas do município. A obrigação dos proprietários é executar e manter o passeio, de acordo com critérios técnicos estabelecidos. A lei prevê ainda o regramento de fiscalização, expedição da carta de habite-se condicionada à execução do passeio, notificação e multa pela não execução/manutenção e obstrução da calçada.

Segundo o secretário de Planejamento, Henrique Meneghini, a lei anterior estava defasada e em desconformidade com o regramento atual regente em outros municípios. "Nosso principal objetivo é buscar a padronização e a maior acessibilidade, viabilizando o passeio de maneira segura para todos os cidadãos".

Saiba mais: As calçadas devem ser feitas de lajota de concreto, basalto ou bloco de concreto em tom cinza. Os proprietários que não cumprirem o regramento serão notificados e terão 365 dias para se adequar. A lei completa pode ser acessada no site, na seção editais e publicações.